
Após o Dilúvio, entre secos & molhados, os descendentes de Noé povoaram a terra, onde todos falavam uma só língua, e serviam-se das mesmas palavras” (Gênesis 11.1). Achando aquilo tudo muito monótono, eles se reuniram num vale em Senaar e decidiram acabar com a mesmice. Os que vieram depois do construtor da arca, além de se especializarem em paráfrases como esta que acabei de conceber, construiram uma torre que quase arranhou o céu, com o firme propósito de se tornarem célebres e não se dispersarem. Porque não tinham alvará para erguer a vertical edificação, Deus decidiu lhes confundir a linguagem para que não compreendessem uns aos outros, e os dispersou pela superfície da Terra. A torre foi embargada pelo todo poderoso, que a chamou de Babel (confusão de línguas ou de vozes em hebraico). Os homens, contudo, não se fizeram de rogados: contrataram tradutores e intérpretes para voltarem a se comunicar e se entender. A pluralidade de idiomas, que trouxe consigo diversas culturas e costumes, saberes e fazeres, tornou o mundo muito mais divertido e vibrante. Por isso todos deram graças a Deus, cada um em sua língua, inclusive o hebraico.